Geeks Anônimos

Um lugar cheio de pessoas como você

Quinta-feira, Agosto 31, 2006

Olha o que eu achei!

Fuçando no meu dashboard do blogger (eu realmente tenho mais blogs do que posso contar), eu achei esse site que eu fiz em 2003:

http://lauraprado.host.sk/

Incrível que ainda existe. não consigo nem imaginar como eu posso voltar a editar essa joça. Mas está lá, um testemunho da história!

Quarta-feira, Agosto 16, 2006

Por que parar no D12?

Vocês falaram tanto dos dados que eu acabei indo ver se achava um link com os tais dados de vidro (decorativos, notem) que eu tinha visto.

Eu acabei achando, mas antes, mas achei isso. Um D100! Why not roll a 100???

http://www.advancinghordes.com/product_info.php/products_id/35



Não bastasse a quantidade fabulosa de lados e possibilidades, o dado ainda é transparente com flocos dourados dentro, que balouçam quando você joga. Tão fofo!

Eu sinceramente nem sabia que se usava, mas realmente, pra jogar stats, deve ser ótimo. Melhor que dois dados.

E por fim, segue os dados de vidro: http://www.dicecollector.com/THE_DICE_THEME_GLASS.html

Eu tinha visto uns bem mais simpáticos, mas esse tem todos os tamanhos, não achei em outro lugar. Se bem que os D6 são os mais simpáticos do site.

Sábado, Agosto 12, 2006

Drugz!

Quinta-feira, Agosto 03, 2006

Cuidado: o post abaixo pode chocar você

Sim. Tire as crianças da sala, tranque os mais velhos em um quarto.

Eu cheguei ao fundo do poço. Provei de tudo o que há de mais pesados no mundo dos geeks. Isso mesmo, o que há de mais pesado. Estejam avisados e preparem-se para o que vão ler a seguir.

Tudo começou quando eu tinha 11 anos e tinha acabado de ganhar meu Sega Genesis. O fato de eu ter jogado Phantom System por alguns anos antes não significa nada, pois quase toda criança já brincou de videogame com joguinhos do Mario ou Alex Kidd (meu vizinho tinha um Master System). Isso para não falar do Atari, ou de computadores como um Amiga ou MSX. Tudo bem, eu admito que era um viciado em Antarctic Adventures do MSX, e também admito que me divertia jogando em um computador Radio Shack com "drive" de fita cassete, em um simulador de vôo onde os aviões eram feitos de |, \, / e ---. Mas nada disso fazia de mim um geek. Isso é tudo fichinha perto do que está por vir.

Ainda lembro como se fosse hoje, andando na locadora e procurando um jogo para me manter ocupado durante o final de semana, quando de repente vi uma capa colorida, com personagens interessantes e uma sigla estranha em destaque, sob um fundo dourado: RPG. O nome do jogo? Phantasy Star IV. Pensei comigo mesmo: "ah, o que é que custa, é só uma jogadinha, isso não pode me fazer mal". Como estava enganado.

No meu aniversário de 12 anos, como toda boa criança, fui levado até a loja de brinquedos mais próxima. Por entre um festival de coisas coloridas e divertidas, fui arrastado até um canto obscuro da loja. Neste canto, encontrei meu primeiro tabuleiro de xadrez e algo mais... uma caixa negra, com a figura de um dragão vermelho saltando em direção ao observador desavisado. E lá estavam aquelas mesmas letrinhas... RPG... o sangue subiu, a necessidade falou mais alto, todas as lembranças boas do Phantasy Star IV voltaram à mente e não resisti. Sucumbi à tentação.

A partir daí fui me afundando cada vez mais, buscando sempre coisas mais pesadas: aventuras-solo, meu primeiro livro de GURPS, mesas de jogo fixas nos finais de semana, card games nos intervalos das aulas. Isso não era suficiente, eu queria mais e mais. Gostar de anime foi apenas um pulo. Tudo começou com Cavaleiros do Zodíaco. Depois foi piorando, assisti quase tudo do Miyazaki, passei a conseguir séries de fansubbers como o BaC (se você entende isso, você é über-geek).

Como se não bastasse tudo isso, comecei a unir as coisas. A jogar RPGs de Animes (Lodoss War anyone?). A escrever fanfictions. A publicar fanfictions. Cheguei até a receber um prêmio e ter uma dessas fanfics publicadas em um livro.

É, meus caros.. isso é só uma pequena amostra, ainda deixei muitos detalhes de fora.. ph33r.

Quarta-feira, Agosto 02, 2006

Confissão de um geek conformado

Ok, esse é o momento da verdade! Seguindo a deixa da Loris, chegou a hora da minha confissão...

Meu nome é Carlos e fazem 22 anos que sou um geek. Carlos é meu nome anônimo - meu nome geek verdadeiro é skyblue ou c_g_a, depende do canal de IRC, servidor de jogo ou qualquer coisa de ner... ahn, geek em que você me encontrar.

Todo geek sabe o momento em que mudou de level e se tornou mais (?) do que um humano normal. No meu caso, foi assistindo um episódio de 'Duro na Queda'. Se você não conhece, é porque tem memória curta, não eu que sou velho. Durante uma típica discussão de crianças, todos queriam ser dublês quando crescessem. Eu, só pra ser diferente, decidi que seria um Engenheiro Mecânico-Inventor... E nunca mais mudei de idéia.

Quando meu pai comprou o primeiro computador que usei, um belíssimo Apple ][, a sina geek foi para sempre firmada. Aprendi Basic copiando joguinhos dos livros vendidos no Carrefour, mas nunca aprendi a salvar o jogo depois. Toda vez que bootava o computador, tinha de digitar milhares de linhas de novo. Agora, faça os cálculos - um programador experiente comete um erro de digitação a cada dez linhas. E um garoto de 10 anos, comete muito, muito mais. Cada vez que eu queria jogar um dos maravilhosos e elaborados games, com gráficos formados por $ r % e V, eu passava algumas boas 4 horas digitando. Tem de ser geek de nascença mesmo...

Pra fechar a questão com chave de ouro, meu melhor natal não foi quando ganhei um autorama, um par de skates ou uma bicicleta. Foi quando, depois de seguir uma série de pistas espalhadas pela casa, liguei meu computador e ganhei minha primeira placa de som:

"H-E-L-L-O, I'-M D-O-C-T-O-R S-B-A-I-T-S-O, M-E-R-R-Y C-H-R-I-S-T-M-A-S!"

Depois disso, todo natal sempre é fraco, fraco...

Supondo que...

Supondo que somos todos anônimos aqui, e que a idéia é a gente aproveitar o momento para levantar da cadeira e dizer "Meu nome é Loris, eu sou geek", eu queria dizer contar como foi que eu tomei contato com computadores.

Eu tinha oito anos quando meu pai comprou o pczinho. Ele ainda está lá na casa dos meus pais. Tenho certeza que meu pai não vai dar fim nele, principalmente porque ele custou US$ 5 mil. Se você pensar que um Pentium 4 mega power sai por uns 3k, você entende o apego.

O pczinho não tinha HD (ou winchester, como somente meu pai, na época, e o Carlos, até hoje, ainda dizem). Ele tinha dois drives de 5 1/4 nos quais a gente colou muitos adesivos dos Comandos em Ação quando ele virou o computador das crianças (isso já no futuro, quando meu pai comprou um XT). O computador era um embutido de drives e tela de fósforo verde de nove polegadas. O teclado, se comparado com os de hoje, era equivalente a um empilhado de cinco teclados slim. Com teclas mais barulhentas que uma gata dando à luz uma ninhada de doze. Mas ele era muito querido.

Eu não sabia o que fazer com aquele cursor que piscava na frente de um A:>.

Eu não sabia o que fazer com aquele programa que meu irmão instalou que fazia letras e elas viravam um joguinho. Era um text adventure. Baseado nos livros que a gente maid adorava, "Eu, Detetive". Mas misturando pistas como o chiclete sabor de laranja dos Trapalhões, a chave para todos os mistérios.

Quando houve o primeiro upgrade e a tela era um CGA, com três cores distintas: branco, magenta e ciano, eu surtei. Meu pai trouxe o jogo do Roger Rabbit, cuja maior tarefa (ou a que eu lembro mais vividamente) consistia em correr ao redor das mesas do cabaré, servindo as pessoas e evitando as doninhas da máfia. Não era um Amiga, mas dava conta do recado.

Outro ponto importante desse momento CGA foi a presença do Torus. Pra mim, isso significava simplesmente um programinha que fazia rosquinhas virtuais em diversas (três) cores. Era encantador.

Depois as coisas foram ficando como seriam até hoje: um 286 com tela EGA. A Internet, via Videotexto, no modem de 2400 BAUDS (eu achava que eram baldes de informação), com joguinhos que já estão esquecidos. As BBSs que eu pagava do meu bolso, pelo simples fato de que eu podia. Não tinha nada que fazer lá, mas eu podia pagar por um serviço que era só meu, então eu pagava e usava. Conheci um professor de violino com o qual eu nunca tive aula, mas demonstrava como o mundo era cheio de gente útil e desconhecida.

Daí veio o primeiro VGA (o primeiro VGA a gente nunca esquece) e, com ele, um development muito importante na vida: O Windows 3.11. E, logo depois, o Trumpet Winsock, caminho das pedras pra descobrir que existia a Internet. Depois, o Mosaic, que até caiu na minha prova de vestibular (quatro anos depois), como sendo um exemplo de browser. Depois, o Eudora. Depois, o e-mail do Hotmail, e o segundo VGA, e o Super-VGA, o modem de 9600, o 486, e um computador só meu, e um computador para cada da casa, e meus sites no Geocities e no TumtsTumts.com.br, e meu próprio computador, comprado com meu dinheiro, e a internet banda larga, e meu próprio domínio, e meus blogs todos, e todas aquelas coisas que a gente tem como totalmente certo hoje em dia.

Nossa, como o tempo passou. Eu não envelheci, mas é difícil não olhar pra esse caminho e pensar: jesuis alado, como eu sou geek.

Terça-feira, Agosto 01, 2006

"Reconhecimento" de voz?

Ah, a Microsoft. Uma empresa que sempre entrega produtos perfeitos a seus consumidores, softwares que funcionam, sem falha nenhuma, como vocês podem ver nessa demonstração do 'reconhecimento de voz', by M$.

Se a Microsoft produz softwares de qualidade, eu não sou geek.